sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quem dera...


Quem dera fosse eu, um alguém melhor, sem toda essa auto piedade, sem todo esse medo, sem esse declínio ao que não dever ser!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

É tão fácil...

 
É tão fácil deixar  tudo acontecer, 
e se apoiar em coisas tangíveis. 
Talvez se deva isso ao um medo compartilhado por todos nós. 
O medo do desconhecido

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Um pouco de confusão sobre mim!


Não devo me desculpar por ser o que sou, se acho que devo me desculpar então é porque não gosto, e se não gosto devo mudar, simples assim. Desculpas de nada valem. Portanto aqui vai algo sobre mim, e eu evito muito falar sobre...  mas acho que é importante, talvez deva começar com “eu sou assim” mas não tenho certeza, e no entanto usar “acho” pra expressar algo sobre mim é vago demais, mas não de todo incoerente, pois, quem realmente sabe quem é? Bom, não sei de você, sei que eu não tenho certeza, então vou falar daquilo que acredito ser e também daquilo que gostaria e tento ser.
Pois bem, eu tento ser intenso, e muitas vezes não meço, não penso duas vezes, e geralmente mergulho de cabeça, às vezes me machuco muito ou então machuco alguém, mas não posso evitar, na verdade não quero evitar nada, gosto do gosto das coisas, de vive-las, senti-las, saboreá-las!! Entende? Eu sou assim, meio louco e um pouco bobo! Sei tão pouco sobre o depois... então o depois que fique pra depois.
Não vou falar de realizações ou façanhas ou ainda de fracassos, pois tenho tudo isso, provavelmente como todo mundo, quero falar do que sinto, e na verdade me sinto estranho, e mais, me sinto um estranho pra mim mesmo, me sinto deslocado, mas me sinto ainda mais deslocado sozinho em meu quarto, mas isso nem é o pior, o pior mesmo é o sentimento de impotência. Às vezes um vazio me assola me rasga o peito, no entanto agora eu só sinto vergonha, vergonha de estar escrevendo, de estar totalmente ciente de mim mesmo aqui sentado, pensando em como falar algo pra impressionar pra atingir alguém, querendo que alguém leia, com vergonha de não saber se estou sendo totalmente sincero, e agora isso já começa a me lembrar “Notas do Subsolo” de Dostoiévski.
Já perdi o rumo, o fio da meada, não sei o que queria escrever, nem sei se em algum momento soube, continuo por puro sadismo, ou quem sabe masoquismo, mas a verdade é que começo me sentir incompetente. Queria expressar, mas não sei. Não sei o que... não sei como... e muito menos o por que! No entanto ainda continuo, mas e por que não? Se você esta lendo ainda é porque também continuou, e eu pergunto por que continuou?
Se não sabe, não faz diferença e se sabe, bom quem sabe o que isso quer dizer. O engraçado é que começo a não fazer sentido e mesmo assim continuo, mas agora olhando em retrospecto talvez só tenha enveredado pra algo incoerente por medo de me descrever, de ter de admitir algo sobre mim, talvez tenha visto ainda que de relance os meus próprios olhos e não tenha gostado do que vai lá no fundo deles, talvez tenha achado muito pouco, e tenha medo de ser muito pouco, mas não sei,a única verdade é que não sei e não sei se quero saber. E ainda me permito uma ultima pergunta: e você? Você quer saber?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Alcoviteira da realidade


Tudo bem! Congratulo-te como vencedora desta vez, (aliás, como sempre) e admito ter que agradecer-te, mas diga-me como posso amar-te se és assim, uma matadora de ilusões, ó alcoviteira da realidade, odeio-te tanto quanto odeio os sonhos que destruíste, e as verdades que me fizeste enxergar!
Sim eu sei, a culpa é minha e não sua! Talvez por isso ainda te ame, pois apesar de ser tão fatídica, me permites sonhar novamente!Quando penso em ti, em teu dever de não deixar que me afunde muito em minhas ilusões, e me distancie demais da realidade para que assim, de fato,  possa alcançar o que almejo, percebo que não posso julgar-te!
Ó odiada e amada razão, és para mim, tanto o veneno quanto a cura!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Fazer o que?


Fazer o que? Se tudo o que faço resulta naquilo que sou, e sendo quem sou, faço o que faço! Sinto-me preso em um circulo!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sonho


Tudo bem eu me rendo, você venceu sonho miserável seu destruidor de realidades seu vilão, pode vir em seu corcel prateado lorde dos sonhos, e me enredar em suas redes de descanso e ilusões, no entanto saiba, ó príncipe das verdades indizíveis que seu reinado sobre minha mente não durará mais que algumas horas!

Será mesmo que tudo é tão difícil? Ou será que a dificuldade parte de mim?

domingo, 10 de julho de 2011

Morte


Morte


A MORTE ressona breve agora
uma doce canção de ninar
vem anoitecer meus olhos
e acalmar minha alma

A MORTE... venha descansar sua mão
lívida sobre meus ombros
nada será mais frio e trêmulo
que meus dias

A MORTE agora
vejo-te deslizando
seu barco sobre
as brumas de ódio e desilusão

A MORTE
traga-me o alento
e deixe verter esse
ódio sedento
e meus olhos desabar
sobre os seus

A MORTE que vaga agora
sobre o silêncio
é só uma suplica desesperada
amarga e triste

A MORTE
Ouço o canto suave
e dentes ringindo e gemidos
esperanças destruição
percorre agora minhas veias

A MÃE PÁLIDA
eu temo a rota
que se segue agora
leve-me
e permita que meu corpo
fétido sirva de alimento
para estas bocas escrotas
que irão perpetuar
a raça desumana


(Salomé)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

( . . . )


Quando olho pela janela e vejo as coisas que estão alem do meu alcance, percebo que a maior distancia é aquela que imponho dentro de mim!