quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Título?

    Sempre o que escrevo sai desconexo e delirante, sempre delirante. Imagine como seria se não fosse assim?
    Talvez escrevesse algo realmente bom!
    Mas a verdade é que não me sinto a vontade quando começo a fazer sentido, como as vezes não me sinto a vontade em minha companhia.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Seu abraço...

Eu queria muito seu abraço agora,
queria poder sentir teu rosto em meu peito
queria sentir o cheiro do teu cabelo,
sentir que estou te protegendo, mesmo sabendo que isso me protege também!
Queria mesmo teu abraço, sentir teus braços em volta do meu corpo, e saber que você esta fechando os olhos, porque se sente segura
A como queria seu abraço agora, sentir tudo que se sente em um abraço.
O calor de seu corpo,
sentir que você me sente,
sentir que posso te tocar muito além do contato físico.
Sentir que seu abraço abraça mais do que meu corpo que pode abraçar minha alma!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Saudades de mim

Como posso não ser eu?
Sim, isso mesmo, como?
Eu não sei porque me sinto com saudades de mim, não sei porque acho que não sei e também não entendo o significado disso.
Não sei dizer adeus direito, e também não sou assim tão bom em dizer olá, não sei correr dos problemas, e não tenho certeza se consigo os enfrentar.
Tenho medo.
Tenho fome, de algo que não comi, tenho vontade de algo que não sei o quê!
Tenho tão pouca razão interiorizada e tanta loucura esbordando minha mente, que essa razão aparente que carrego, já começa a não dar conta.
Tenho sentido frio em baixo do sol, aparentemente tenho febre, uma febre que não passa, uma febre de não sei o quê.
É uma doença sim eu sei. O que mais poderia ser?
Mas ficar doente por si só não um grande problema, estou doente e consciente que minha doença não pode ser explicada, ela provem de uma angustia, de uma razão desvairada e louca.
Sim, e porque não posso me auferir o título de louco?
As vezes eu sei e as vezes não, mas sei que querer ser louco é só mais uma maneira de ser normal.
Quem não tem medo de ser um louco normal? Quem não tem medo de não ser o que deve ser? Quem não tem medo de se perder? Quem não tem medo de se encontrar? Quem não tem medo do lobo mal? Quem não tem medo do medo?
Eu tenho!
Tenho medo de não ser eu! Medo de ser outra pessoa, de sorrir um sorriso alheio, de olhar com olhos de outra pessoa, de beijar com os lábios de outra pessoa, de amar com os sentimentos estranhos ao meu coração.
Tenho medo de não estar escrevendo sobre mim. De estar escrevendo com ideias de outros, sobre quem não sou.
Como posso não ser eu?
Sim, isso mesmo, como?
Eu não sei porque me sinto com saudades de mim, não sei porque acho que não sei e também não entendo o significado disso...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DESCONEXOS...

Não escrevo como penso
Não permite a folha minhas idéias desconexas
Não cabe a elas a perfeita ordem da imagem que sinto.

Não existe sintaxe no meu pensamento
É um vazio violento de estar presente
Sentindo cada parte de mim
Em uma face de tristeza
Na destreza das palavras

Então escrevo porque preciso me libertar, nada mais, por que antes que se imploda em mim, que caia desmaiado no papel.
Escrevo mesmo sem saber escrever, sem graça, sem gosto tão batido e comum...

Não sei mais o que desejo muito menos o que faço
Enlacei-me em teu braço e por hora quero agora em um deleite de agonia, a tua língua quente na minha pela fria
Sem amor eterno , promessas divinatórias ou glórias
Somente o chão sob os meus pés e teu corpo sob o meu

Te ler me deixa frustrada, ansiosa
Te ver me deixa nervosa sem jeito
Sonhar me faz escrava dos sentimentos
Eu não entendo porque as vontades tomam rumos tão distintos

Não vejo nada de racional em te sentir assim
Talvez se eu fosse aquela dos seus sonhos
Talvez se eu não sonhasse com você
Uma dor a menos... mas essa dor é doce
Deixa ser então, o esquecimento não tarda
Logo ameniza as lembranças que eu sonhei pra nós

Somos presas fáceis das nossas emoções
Ontem o ar tinha gosto de maresia a noite caiu densa
Hoje passamos a madrugada cuspindo frases mordazes e olhares de dor
Amanhecia e tudo o que eu queria era um pouco do teu calor
Hoje acordamos da madrugada que não dormimos
Olhos carregados e ardidos irradiavam ternura e empatia
Eu queria fugir, mas seus braços estavam cruzados
Assim como o açúcar, teus lábios só adoçam a boca momentaneamente...

Estou amargando a solidão de estar presente em mim e me ausentando de ser
Estou amargando a tua ausência, eu nem ao menos sabia que doeria tanto
Estou amargando meus dias desperdiçando com lamentações vis com olhar de descaso
Estou amargando por estar triste todo o dia, mas não o dia todo...

Por quanto tempo ainda vou afogar minhas magoas em copos de doces ilusões e doses de delirantes finais felizes antes de dormir?

Assim, de minhas metades inteiras me desvaneço pra reconstruir tudo que me faz ser quem sou!
Eu sonhei com você dessa vez
E você me queria de um jeito estranho
Sentado na cama pousava a cabeça sobre as mãos
Seu olhar era o mesmo, e havia receio em estar ali

Eu sonhei com você dessa vez
E você estava sentado em minha cama
E eu não pude perceber que era sonho
Estava disposta a apostar tudo

Seu olhar profundo introspectivo
Os meus ansiosos de desejos
Mas você queria estar ali
Eu acreditava nas possibilidades

Você me olhava nos olhos
Eu beijava você, como se estivesse em um sonho...

Caroline C. Cardoso