terça-feira, 1 de agosto de 2017

Porque escrever ajuda!


Tenho medo, por ter perdido o maior amor que eu já senti, me sinto triste por não poder ter mais os melhores abraços que já recebi. Enfim, me percebo amaldiçoado por minha consciência. 
Estou cansado de me sentir assim, e me sinto culpado por isso.
Todos morrem, e há crueldade em continuar vivendo, há crueldade ainda que involuntária, mas ainda sim crueldade. Há crueldade na continuação das coisas comuns. As pessoas não param e não podem parar, elas vivem pelo impulso de viver, como deve ser.
Mas e eu, onde fico nisso tudo. Não quero morrer não me interpretem mal, mas estou cansado.
Cansado de todas as minhas mascaras da futilidade que vem com elas, estou cansado por perceber as máscaras das pessoas mesmo quando elas mesmas não percebem.
Por tanto tempo senti medo de ficar só, de estar só. Temia não aprender a estar sozinho em minha própria presença. Hoje a solidão ainda me assusta, mas também atrai.
Já não sinto mais raiva, só tristeza.
Mais uma vez me vejo em pé, olhando para o abismo em meu peito, e ele parece mais profundo e convidativo. Sei que não devo olhar tanto tempo, sei que ele pode olhar de volta, mas já não consigo evitar.
Não estou livre, mas sou eu que faço minhas correntes.
Queria estar diferente, ou não, não sei.
Na verdade queria estar com alguém, sim isso é verdade.
Sinto medo de fechar olhos, mas não por medo de poder ver o que vejo com olhos fechados, tenho medo não sentir mais vontade de abri-los.

Por um momento escrever pareceu ajudar, mas não pode, de fato nada pode.