sábado, 19 de maio de 2012

Quando penso que, percebo que não!


Às vezes tenho que explodir, mas não posso não mesmo, tem tanto que depende disso.
Explodo em palavras então, e quanto mais sem sentido melhor, quanto mais perdido melhor, quanto mais absurdo e mais desorganizado mais parece eu.
Basta escrever.
Basta deixar fluir
Basta.
Não, não basta, mas deve.
Na verdade nem devo, mas acabo fazendo, acabo como um fraco que fingi ser forte, mas que já não engana ninguém. Quando sinto esse aperto e penso na bobagem que isso significa chego a sorrir, chego a acreditar que passou, mas não.
Basta...      ...isso mesmo, basta! Não quero mais esse vazio esse nada.
O que consola é a minha incoerência. Que quase sempre mal interpretada parece fazer sentido. Mas tudo bem se não entende o que escrevo. Não escrevi com essa intenção.
Só que o mais engraçado é ouvir alguém falar que o que escrevo faz sentido, que tem sentimento, que pareço sensível, quando na verdade tudo isso que escrevo serve justamente pra esconder o que me dói. Na verdade dói de mais pra escrever, e seria torturante ler. Talvez até fosse engraçado, mas ai sim seria doloroso, porque dói muito aquilo que parece engraçado, e dói ainda mais aquele verdadeiro sorriso consolador um tanto quanto vazio.
Posso então, falar com propriedade, que quando penso que, percebo que não!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Típica apatia atípica!


Não querem me ouvir, ninguém realmente ouve, também não sei se quero falar, estou cansado de estar tanto tempo em minha companhia. A palavrara solitário tem me parecido cada vez mais adequada.
Passo as mãos no rosto e sinto minha barba por fazer, sinto uma incoerência crescer dentro de mim uma incontinência de ideias e uma total falta de simetria entre elas.
Tenho passado tempo demais em minha cama, ela acaba sendo tudo o que me resta. Quer saber ela não é o suficiente.
Me sinto vulnerável,  e carrancudo.
Minha perna coça enquanto olho uma imagem sobre pessoas passando fome e o que sinto?
O que deveria sentir?
Essa apatia esse declínio ao que não devo, essa agonia e esse medo da minha inabilidade com meus sentimentos, me levam a lugares que não gosto de ir e quando dou por mim estou de pé em meu peito, olhando para o abismo dentro de mim. Ele é escuro e profundo, tenho vontade de pular e me esconder ainda mais dentro do meu vazio. Mas no fim o que faço é jogar lá dentro meus medos e angustias como se fossem desaparecer.
Não acho que isso vá contra minha natureza, na verdade isso é provavelmente minha única saída.
Às vezes me sinto como se fosse um trem sem maquinista, estou nos trilhos estou no caminho, mas é como se ninguém estivesse guiando. Queria poder ter menos sendo mais, queria ao menos a chance de ser simples dentro da minha complexidade, queria me importar menos sentindo mais.
No fim, só mais um alguém normal sentindo uma
típica apatia atípica!