terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma conversa de terça a noite!



Caroline diz:
Até onde o medo de enlouquecer faz com que fujamos da nossa consciência e nos afastemos de nossa essência?

Cauê diz:
Isso depende de até onde sua consciência está mesclada com a loucura!! Depende do que é loucura, você sabe dizer o que é loucura?

Caroline diz:
Loucura é medo de ir mais longe dentro de si mesmo, ao ponto de não ter certeza de que se pode voltar. É isso que sinto quando tenho medo de ficar louca, é isso que me faz ter vontade de ligar a TV ao invés de continuar escutar música.

Cauê diz:
Então tome cuidado ao olhar durante muito tempo para dentro de ti, porque se o que você vê é um abismo, você tende a acreditar nele e começa a achar que ele não tem fundo, e começa a pensar que ele é você e você é ele. Mas a verdade é que você não é um abismo e aquilo que pensa não ter fim é apenas você retornando sempre ao começo sem perceber!

Caroline diz:
Mas quando não...  às vezes penso que minha impotência diante de algumas coisas me deixam louca... e não é mais sobre mim...
Mas me engano... acho que é sempre sobre mim.
É minha mania de fugir...
Acho que mergulhar mais fundo é saber que quando se volta é preciso mudar o que esta atrapalhando, ao ponto de vir à tona na superfície.

Cauê diz:
Eu também fujo as vezes, acho que é o medo, assim como você medo de mim, medo de mergulhar muito fundo e descobrir coisas de que não gosto, acho que aquilo que esta na superfície é só reflexo daquilo que deixamos lá em baixo intocado, um reflexo naqueles espelhos tortos e trincados onde você não reconhece facilmente o que esta sendo refletido mas ainda sim um reflexo. Ai se você consegue mudar isso, o que esta na superfície não vai mais atrapalhar porque ele vai ser só um reflexo daquilo que você mexeu lá embaixo

Caroline diz:
Sim, e ai mora meu maior medo acho que a loucura mora no fato de conhecer e não conseguir transformar. É aceitar o inaceitável... é mergulhar fundo, e se deparar com o que se precisa mudar e acabar ficando imobilizada ao voltar por não saber o que fazer ou como fazer.
Como se fossem vícios de pequenos prazeres momentâneos e grandes consequências.

Cauê diz:
Vou modificar uma frase de Gaiman pra isso: as vezes mergulhar é um erro, mas nunca mergulhar é sempre um erro...
Ai que me pergunto se o que me imobiliza é não saber o que fazer, ou saber e ter medo de mudar...
Às vezes o medo é o problema, ele faz reféns...
E sabe, penso que as consequências têm o tamanho da importância que delegamos a elas. No entanto conheço bem esses vícios de pequenos prazeres, e não subestimo as consequências que eles acarretam...

Caroline diz:
Era isso que estava pensando, uma vez me falaram que talvez eu tivesse medo de mudar por talvez acreditar que essa mudança faria que minha vida fosse perfeita.
Acredito que talvez seja mesmo a importância que dei ao fato de sonhar com a perfeição... um ideal frustrante não?

Cauê diz:
Acho que isso vale pra mim também, sonhar com o inalcançável e viver com medo de não alcançá-lo, mas lá no fundo não querendo alcançar porque na verdade esse não é meu ideal, essa perfeição é o que me disseram pra ser, então jogo ela em níveis tão inalcançáveis que é impossível atingir, assim quando falho posso usar a desculpa pra mim mesmo que era mesmo impossível, então tudo bem... (mesmo sabendo que a pior mentira é aquela que conto pra mim mesmo) quando na verdade não era o que realmente queria, quando na verdade, não existe perfeição...
Concordo, a perfeição é sempre frustrante!!

Caroline diz:
Você fala a verdade quando diz que foi o que disseram pra ser e não o que realmente se sonhou pra si...
Preciso dormir amanha tenho que acordar as 6:30

Cauê diz:
Mana posso colocar essa conversa no blog?

Caroline diz:
Pode
Huahahuahu

Cauê diz:
Relendo achei bem interessante.

Caroline diz:
Boa noite maninhoo
Te amo muitoo

Cauê diz:
Também te amo mana
Bons sonhos!

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