quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

APOLOGIA À VIOLÊNCIA



Desde já, deixo claro que não me desculpo por escrever errado, não me importo. Até porque o que escrevo é errado.
Há quem não entenda a violência, e há quem não entenda os violentos. A violência está errada, e tem razão o ferido em odiar, ele deve odiar o agressor. O que talvez não saiba, é que muitos agressores querem ser odiados, que odeiam a si mesmos, que odeiam a própria violência, mas dela se alimentam.
Ser violento é acima de tudo ter raiva, nem sempre ódio, mas sempre raiva. A diferença entre ter raiva e odiar, é que, quem tem raiva se sacia com violência, e pelo menos por um tempo para de ter raiva, já quem odeia se utiliza da violência, mas não se sacia com dela, quem odeia é sedento, como um vampiro privado de sangue. Pois quem odeia se alimenta de ódio e rancor, por isso precisa da violência como meio e não fim.  Quem odeia só é violento para gerar rancor, e mais ódio.
Violência é só violência dirão, e estarão certos. Contudo, não poderiam estar mais errados. Não entender que a violência tem nuances é como não entender que o ser humano tem nuances.
E não se enganem violência traz prazer, para o violento, também para quem assiste, e as vezes até para o ferido. E reforço, não é porque se sente culpa depois da violência que ela não trouxe prazer.
Sei o que estará pensado agora o leitor, que sou mau. Como se as coisas pudessem ser separadas entre dois grandes grupos o mau e o bom.
Não esqueça nunca que nem toda a violência é física, ela pode ser verbal e até silenciosa. Pode ser emocional, e até racional. Pode ser escrita, e há aqueles que sabem ser violentos com um olhar.
Categoricamente pode ser dito somente uma coisa: toda a violência machuca.
O que se sente ao machucar ou ao ser machucado é diferente, e não pode ser dito de forma categórica.
Ser violento é acima de tudo se expressar, alguns diriam que de forma errada, porém satisfatória, mesmo eles não poderiam negar isso.
Há quem faça da violência arte, há quem faça profissão, e há ainda quem negue a violência e minta – mais para si mesmo que para os outros – de que nunca foi violento.
Categoricamente foi dito que a violência machuca, e está certo. Mas o machucar nem sempre é físico e o mais machucado nem sempre é o passivo. Violência faz mal também a quem machuca.
Foi dito que violência dá prazer e também que faz mal e machuca, e isso de forma alguma é contraditório, e apesar deste escrito ser uma apologia à violência, rogo que não sejas violento. Porque mesmo ao segurar-se sé é violento sem querer, é inevitável. Mas o maior pecado está na entrega. Quem se entrega a violência ultrapassa uma barreira, um limite e não lhe é concedido o direito de voltar.
E termino esse escrito assim: Não há nada mais brutal e violento do que viver!
Se você não entende tudo bem, e se entende tanto faz, pois é assim mesmo, acima de tudo a violência não se importa, e não tem nada que se importe menos com quem vive do que a própria vida.
Eis uma última frase sobre violência: A vida continua!

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