Às vezes tenho
que explodir, mas não posso não mesmo, tem tanto que depende disso.
Explodo em
palavras então, e quanto mais sem sentido melhor, quanto mais perdido melhor,
quanto mais absurdo e mais desorganizado mais parece eu.
Basta escrever.
Basta deixar
fluir
Basta.
Não, não basta,
mas deve.
Na verdade nem
devo, mas acabo fazendo, acabo como um fraco que fingi ser forte, mas que já
não engana ninguém. Quando sinto esse aperto e penso na bobagem que isso
significa chego a sorrir, chego a acreditar que passou, mas não.
Basta... ...isso mesmo, basta! Não quero mais esse
vazio esse nada.
O que consola é
a minha incoerência. Que quase sempre mal interpretada parece fazer sentido.
Mas tudo bem se não entende o que escrevo. Não escrevi com essa intenção.
Só que o mais
engraçado é ouvir alguém falar que o que escrevo faz sentido, que tem
sentimento, que pareço sensível, quando na verdade tudo isso que escrevo serve justamente
pra esconder o que me dói. Na verdade dói de mais pra escrever, e seria
torturante ler. Talvez até fosse engraçado, mas ai sim seria doloroso, porque
dói muito aquilo que parece engraçado, e dói ainda mais aquele verdadeiro sorriso
consolador um tanto quanto vazio.
Posso então,
falar com propriedade, que quando penso que, percebo que não!

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