Morte
A MORTE ressona breve agora
uma doce canção de ninar
vem anoitecer meus olhos
e acalmar minha alma
A MORTE... venha descansar sua mão
lívida sobre meus ombros
nada será mais frio e trêmulo
que meus dias
A MORTE agora
vejo-te deslizando
seu barco sobre
as brumas de ódio e desilusão
A MORTE
traga-me o alento
e deixe verter esse
ódio sedento
e meus olhos desabar
sobre os seus
A MORTE que vaga agora
sobre o silêncio
é só uma suplica desesperada
amarga e triste
A MORTE
Ouço o canto suave
e dentes ringindo e gemidos
esperanças destruição
percorre agora minhas veias
A MÃE PÁLIDA
eu temo a rota
que se segue agora
leve-me
e permita que meu corpo
fétido sirva de alimento
para estas bocas escrotas
que irão perpetuar
a raça desumana
(Salomé)

Minha irmã escreve muito bem, não podia deixar de postar algo dela, alias pretendo postar mais!!
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